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7 de maio de 2008

ESTE CONSUMO QUE NOS CONSOME

Uma viagem sobre os valores e as novas preocupações dos consumidores, a gradual convergência entre as escolhas do consumo e a sustentabilidade, a não aceitação de uma globalização qualquer, o individualismo em choque com as manifestações de solidariedade...
Os consumidores já não são o que eram e o consumo mudou de look e natureza. Os consumidores reconhecem a importância do imaterial do consumo, mas tornaram-se igualmente calculistas, subordinando a cadeia da produção e da distribuição a uma nova lógica de necessidades e expectativas que reflectem o novo quadro do trabalho, da estrutura familiar e do espírito associativo.
O consumo é mais versátil; a hiper-escolha predomina, e os valores da ética, da transparência e da responsabilidade social pairam na atmosfera dos negócios. O consumo mudou com a Internet, com a globalização, com os confrontos entre liberais e intervencionistas a propósito dos serviços públicos, do bem comum, da segurança e das escolhas ambiental e socialmente responsáveis.
Este Consumo que Nos Consome é uma viagem sobre os valores do consumo no nosso tempo, as novas preocupações dos consumidores, a gradual convergência entre as escolhas do consumo e a sustentabilidade, a não aceitação de uma globalização económica-financeira qualquer, a problemática do individualismo contemporâneo em choque com as manifestações de solidariedade na esfera do consumo e da cidadania.
Consumidores e consumo estão implicados numa nova dinâmica que em nada acolhe os valores típicos da triunfante sociedade de consumo da segunda metade do século XX. São esses olhares sobre a sociedade de consumo actual que constituem o propósito dominante deste ensaio.
"... consumidor... ávido por saldos, sensível a reduções e promoções e a todo o momento à procura da pechincha..."; "...decidir as suas compras, baseando-se em critérios sociais, económicos, éticos e ambientais."; "... precariedade, desemprego de longa duração, formação de fortunas escandalosas e chocantes exclusões."; "...o cliente é infiel e imprevisível..."; "Não só queremos tudo de uma só vez, mas queremos tudo imediatamente."; "Considera-se que a Internet é um meio eficaz para manter laços sociais débeis que, de outro modo, se perderiam. É certo que a Internet também gera laços débeis mas activa as ligações entre os grupos de interesse..."; "Antigamente, o pior que podia dizer-se de uma pessoa é que ela se tinha vendido. Actualmente, o pior que se pode dizer de uma pessoa é que ela não está a vender-se"; "Os nossos rendimentos são imprevisíveis..."; "O subsídio de desemprego poderia ser substituído por um seguro de salário..."; "...facilidades do crédito..."
Um livro muito interessante que me foi oferecido pelo Banco Montepio Geral através de um concurso dedicado aos donos deste banco (LOL)... Valeu a pena ter participado no concurso...

6 de maio de 2008

EU, CAROLINA

«Eu, Carolina» é o livro que Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto Da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto (Portugal) desde 1982, sendo considerado o grande responsável pelos êxitos nacionais e internacionais do clube desde então. O livro, publicado em 2006, bateu todos os recordes de venda, e fez abrir novamente vários processos que já tinham sido encerrados contra o presidente do Futebol Clube do Porto.

Escreveu sobre os meandros mais obscuros do futebol português. «Eu, Carolina», foi considerado de grande importância para o processo «Apito Dourado». No livro Carolina Salgado relata a vida que teve em comum com o presidente do Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto Da Costa, a partir do momento em que o conheceu, num bar de alterne " Calor da Noite", até ao momento em que as coisas começaram a dar para o torto!
Carolina acusa neste livro Pinto da Costa de ter mandado agredir Ricardo Bexiga, e de ter influenciado resultados, oferecendo dinheiro e prostitutas aos árbitros que manipulassem os resultados a favor do Futebol Clube do Porto.
Este livro é considerado uma mais-valia para o processo Apito Dourado, no qual Jorge Nuno Pinto da Costa é arguído.

Li este livro... Carolina não é uma vitima... As pessoas que observam convivendo com uma realidade obscura e aceitam subornos não são cordeiros mas também lobos! Diariamente lidamos com cunhas! Pedir favores a alguém em troca de algo... Não choca porque a corrupção é encarada com naturalidade no nosso país... Quem não gostaria de ter uma cunha?

Há poucos dias cruzei-me com Pinto Da Costa... Um excelente comunicador... Mais vale parecer do que ser já dizia Maquiavel! Qual é então a verdade que nos separa da mentira? Ás vezes nem andam assim tão separadas, são mesmo amigas uma da outra e já andaram juntas na escola...